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A verdadeira história de Jai Mahal
Filho da empregada doméstica Julia Nascimento e de pai desconhecido, Jai Mahal, ficou órfão ainda bebê quando, depois de um papo com um guarda noturno, sua mãe foi atropelada por um Karman-guia quando voltava pra casa dos patrões.
Dentro deste fatídico destino, o pequeno Mahal foi imediatamente adotado pelos patrões de sua progenitora, que já tinham um certo carinho pelo garoto.
Mestiço de negros, índios, misturado também com descendente de holandeses oriundos lá de Pernambuco (de onde era a família de sua mãe), e mais uma gama de etnias brasileiras, Mahal nasceu cafuso, mais pra sarará que qualquer outra coisa, mas tinha entre tantas misturas a intrigante característica de possuir incríveis olhos azuis.
Foi educado por uma família burguesa (remanescente da aristocracia paulistana) sob os méritos e desméritos dos padrões modernosos de uma nova psicologia que surgia nos anos 60.
Segundo constam de seus próprios relatos, Mahal teve uma vida conturbada, com a intercessão paradoxal de vários valores morais, sociais e psíquicos com os quais teve que conviver e transmutar para finalmente poder se encontrar em meio a sua personalidade complexa.
Apesar de ter tido uma adolescência agitada, como é de praxe, Mahal sempre foi considerado por seus pais adotivos como um garoto de índole incorruptível tendo apenas uma característica que os intrigava e preocupava: enganar os outros com pequenas mentiras; coisas insignificantes do ponto de vista moral como por exemplo despistar idade ou quantos gols tinha feito em uma partida de futebol. Ele parecia fazer isto meio que pra manter um certo ambiente em torno de si. Uma brincadeira que ele desde cedo costumava chamar de "cult of personality".
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