Iriê

Iriê: a atitude do som!
A história tem a marca da atitude. Da admiração por Bob Marley, Steel Pulse e Cidade Negra à formação da banda, há sete anos. Do cover às composições próprias e ao trabalho profissional conquistado há três anos, quando consolida-se a atual formação. Do reggae como ponto de partida à busca de influências da MPB, rock, jazz, funck, maracatu, entre outros ritmos e estilos. Nasce assim o som Iriê, como batizaram seus criadores: Rô Conceição (vocal), Christian Feel (guitarra e violino), Daniel "Gafa" (bateria), Cléo Borges (contrabaixo), Daniel da Luz (percussão) e Sergio Sant'Anna (teclados).

O nome Iriê vem de uma expressão jamaicana. Quer dizer energia positiva. Uma energia positiva que transforma em sucesso o primeiro CD - Ao Vivo no Atol - e contagia platéias em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.

"A gente tem que mudar, a gente tem que lutar". Translatação, o novo CD, pede "atitude e movimento". Atitude que o Iriê leva da música para a vida e da vida para a música. Um exemplo é a participação no CD de quatro meninos da Casa da Liberdade (que abriga crianças da periferia de Florianópolis), onde o grupo mantém o projeto Balakubatuki, que ensina 80 garotos e garotas a fazer e a tocar instrumentos de percussão. Lata vira som. E todo o ano, em dezembro, como parte da campanha internacional de luta contra a Aids, eles têm um aulão com toques sobre outros instrumentos e uma conversa séria, porém descontraída, sobre a importância da prevenção da doença. O Iriê transforma em atitude prática suas preocupações sociais.

A influência da cultura negra no Sul é resgatada na voz, no canto e no som de Gentil do Orocongo. Trazido pelos africanos do Cabo Verde, o Orocongo é uma espécie de violino rústico, de uma corda só. Segundo estudiosos, só deve existir um no Brasil. Translatação transforma história em som. O som Iriê.

A produção do CD é assinada por duas feras. Ricardo Vidal - que trabalha com O Rappa, outra referência para o Iriê - provoca a experimentação. As gravações e a mixagem (com exceção do dub de Pare e pense, mixado no estúdio Discovery, no Rio de Janeiro) foram feitas em seu estúdio, em Joinville, onde a banda trabalhou entre setembro e outubro de 2001. Nelson Meireles - que descobriu e produziu o Cidade Negra, além de ter tocado com O Rappa - traz a experiência, como um dos maiores nomes do reggae nacional. Ricardo e Nelson dividem as produções dos dois dubs. As 16 faixas incluem ainda uma vinheta. A masterização foi feita no Magic Master, considerado o melhor estúdio do Brasil, com Ricardo Garcia, o melhor técnico do país. Translatação tem ainda as marcas mais do que especiais de Ras Bernardo, primeiro vocalista do Cidade Negra, e de Jean Pierre, ex-tecladista da mesma banda. Ouça, dance, cante, viva Translatação, a atitude do som Iriê.

site da banda: www.irie.com.br